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VIII Progress in Motor Control - Cincinnati, EUA



Ocorreu entre os dias 21 a 23 de Julho de 2011, na cidade de Cincinnati, nos Estados Unidos o VIII Progress in Motor Control, um encontro científico da Sociedade Internacional de Controle Motor. Uma equipe formada por 4 pessoas pertencentes à Fisio Aquática Funcional realizou 3 estudos de caso que foram apresentados nas sessões de posters do encontro. Os fisioterapeutas participantes foram: Alexandre Lara Moraes, Valmir Marcos Baccaro, Mirna Sayuri Kanashiro, Camila Mottinelli de Souza.

A participação em um evento deste porte, mostrando a intervenção da Fisoterapia Aquática em pacientes neurológicos, permite a divulgação e sobretudo, a inserção desta modalidade de intervenção terapêutica na comunidade científica, abrindo portas para o reconhecimento de sua eficácia.

As primeiras pesquisas envolvendo eletromiografia sub aquática realizadas por fisioterapeutas ocorreram nos anos 90, com o americano Ron Fuller. Em âmbito nacional, quem iniciou nessa área de pesquisa foi o fisioterapeuta Jéferson Cardoso.

Os três estudos de caso que serão apresentados a seguir tratam-se de uma nova proposta de utilização de um aparelho de biofeedback em meio líquido, sugerida por nós, profissionais pertencentes à Fisioterapia Aquática Funcional. Elas sugerem que este aparelho também pode ser utilizado com a finalidade de guiar o terapeuta durante a sua intervenção terapêutica. Podendo influenciar na escolha da melhor atividade a ser proposta, na escolha do manuseio adequado ou na comparação com atividades similares, realizadas em solo.

Para a coleta dos dados foi utilizado um aparelho de Biofeedback com eletromiografia de superfície, da marca Biograph Infiniti (Thought Technology Ltd) em meio líquido.

A utilização de eletrodos de superfície em meio líquido requer técnicas de vedamento com material plástico impermeável e aderente à pele e utilização de vaselina. O posicionamento dos mesmos é realizado como determinado pelo SENIAM (Surface ElectroMyoGraphy for the Non-Invasive Assessment of Muscles)

Estudo 1:
O indivíduo participante tem diagóstico de hemiparesia direita e afasia de expressão como seqüela de um AVC isquêmico.

O objetivo deste estudo foi investigar as mudanças nos sinais eletromiográficos do músculo glúteo médio emitidos por um aparelho de biofeedback em duas situações diferentes durante o apoio unipodal sobre o membro inferior parético e instabilidade com flutuador no membro contralateral, com nível de água em altura de cristas ilíacas: uma oferecendo orientação manual para alinhamento biomecânico de pelve e na outra não. No momento em que a orientação manual foi oferecida, o sinal eletromiográfico aumentou na tela do computador, demonstrando maior ativação da musculatura de glúteo médio do membro parético.

Estudo 2:
O indivíduo participante tem diagnóstico de dupla hemiparesia com componente espástico à direita e atáxico à esquerda.

O objetivo deste estudo foi investigar as mudanças nos sinais eletromiográficos do músculo multifídeo emitidos por um aparelho de biofeedback em duas situações diferentes ao permanecer em ortostase, com nível de água em altura de processo xifóide. Na primeira o membro parético era apoiado sobre uma mesa de PVC fixa e estável e a atividade envolvia o alcance de uma bola à frente. O sinal eletromiográfico manteve-se constante equanto o participante estava parado e ao elevar o membro superior, houve aumento no sinal. Na segunda, o membro parético era apoiado sobre uma prancha de surf, o que promovia maior isntabilidade e a atividade consistia em alcançar e arremessar uma bola. Durante esta situação o sinal eletromiográfico manteve-se mais alto, demonstrando maior ativação de multifídeos quando mais instabilidade e desafio eram promovidos.

Estudo 3:
O indivíduo participante tem 6 anos e diagnóstico de diparesia espástica com maior comprometimento em hemicorpo esquerdo como seqüela de paralisia cerebral. É classificado no nível II do GMFCS.

O objetivo deste estudo foi investigar as mudanças nos sinais eletromiográficos do músculo multifídeo emitidos por um aparelho de biofeedback em duas situações diferentes: uma em meio líquido e a outra em solo.

Na primeira situação a criança foi posicionada em prono sobre uma bola terapêutica e solicitado que alcançasse uma bola à frente com ambos membros superiores, com a terapeuta estabilizando sua pelve. Na segunda, o corpo da criança estava imerso, criança posicionada em sela invertida, terapeuta promovendo estabilização pélvica também solicitando que alcançasse um brinquedo à frente.

Durante a atividade realizada em solo, os sinais promovidos pelo aparelho de biofeedback eram maiores. Entretanto, quando realizadas em meio líquido os sinais eram mais simétricos, apesar de mais baixos.

Para baixar os ESTUDOS DE CASO, clique aqui.

Camila Mottinelli de Souza

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