Please enable JavaScript to view the comments powered by Disqus. blog comments powered by Disqus

Consultoria: Tratamento de Piscina Terapêutica [atualizado x2]



Atualmente trabalho em uma clínica com duas piscinas, sendo uma com tratamento (cloro) e a outra com ozônio. Qual a diferença no tratamento? Eu posso atender qualquer paciente em ambas as piscinas?

Carmen R.S.
Fisioterapeuta – Clínica de Fisioterapia
Itú – SP

Resposta: Olá Carmen! Muito obrigado por sua participação em nosso site.

Ambos os tratamentos, tanto cloro quanto ozônio, são extremamente eficientes desde que rigorosamente monitorados, principalmente em piscinas sujeitas a altos índices de contaminantes, como ocorre nas piscinas terapêuticas. Por isso a necessidade de uma análise fisicoquímica e bacteriológica mensal. Você pode sim atender qualquer paciente em ambas as piscinas. Pacientes com maior sensibilidade ao cloro, podem ser direcionados à piscina de ozônio.

A principal diferença entre elas é que o ozônio, injetado na água da piscina normalmente na casa de máquinas, elimina tudo o que há na água (micro-organismos, matéria orgânica, cloro, etc), devolvendo a água para a piscina totalmente pura, sem residual de ozônio e inclusive sem cloro. Dessa forma, em toda piscina de ozônio deve haver uma concentração mínima de cloro (pelo menos 0,5 ppm) para garantir o potencial de reserva de desinfecção e oxidação até que a água circule e passe novamente pelo ponto onde o ozônio é injetado. Isto significa que, a diferença básica entre a piscina tratada com cloro e a tratada com ozônio será que a concentração de cloro na piscina de ozônio poderá ser até 3x menor que na tratada exclusivamente com cloro. Em outras palavras, a piscina tratada com cloro usa somente o cloro como oxidante e sanitizante e a tratada com ozônio usa ozônio e cloro, um complementando a função sanitizante e oxidante do outro.

Em resumo, muito mais importante do que o tratamento utilizado na água é o monitoramento constante, o que garante a qualidade e segurança do meio. De acordo com a norma da ABNT NBR 10818, são descritos micro-organismos que devem ser rastreados e parâmetros a serem analisados em qualquer piscina.

Atenciosamente,

Fábio Rodrigues Branco


Pergunta dos comentários (Camila): Olá! Também tenho uma dúvida em relação ao tratamento com ozônio. A piscina onde trabalho acabou de mudar o sistema de tratamento da água, passando de cloro para ozônio. Pesquisei sobre o assunto e vi que o ozônio é bem melhor mesmo que o cloro, como o Fábio falou. Mas ainda tenho receio de colocar pacientes com lesões de pele e/ou unhas na piscina, como onicomicoses, lesões fúngicas na pele, etc. Gostaria de saber qual é o procedimento que vocês adotam na Instituição.

Muito obrigada mais uma vez!

Um abraço!
Camila A. Fisioterapeuta do Hospital das Clinicas de Ribeirão Preto - SP


Resposta: Camila, obrigado por sua pergunta! Independente da instituição ou clínica onde você exerça o atendimento em fisioterapia aquática é imprescindível que, nos casos de lesões de pele e/ou unhas, haja um parecer médico com liberação para frequentar a piscina, qualquer que seja o caso.

De maneira geral, a literatura preconiza que pacientes com onicomicoses podem frequentar a piscina desde que decorridos 30 dias do início do tratamento da lesão. O mesmo pode ser estabelecido para as lesões de pele, as quais recomendamos proteger do contato direto com a água, ocluindo-as com Tegaderm™, da 3M por exemplo, desde que liberadas pelo médico para frequentar a piscina. Lembre-se sempre de que, independente da lesão e tratamento, a conduta sempre tem que estar de acordo com o parecer médico.

Atenciosamente,

Fábio Rodrigues Branco


Comentário de Alan: Ótimo blog sobre tratamento de piscinas

www.poolrescue.com.br/blog

Confiram

Resposta 2: Olá Alan!, Muito obrigado por contribuir com nosso site, ajudando a torná-lo ainda mais completo.

É muito importante que ressaltemos alguns pontos, fundamentais no tratamento da água de piscinas utilizadas para terapias, (sobretudo na reabilitação de pacientes neurológicos). Estas possuem alguns diferenciais em relação às piscinas utilizadas somente para natação/hidroginástica.

Basicamente, como o nível de contaminantes em uma piscina utilizada para reabilitação é bem maior que o usual, lança-se mão de uma concentração um pouco maior de cloro livre, em torno de 2,5 ou 3,0 ppm, a não ser que a piscina possua algum tipo de tratamento complementar como ozônio ou ultravioleta (nestas situações podemos trabalhar com menor concentração de cloro). Além disso, para que o cloro tenha sua ação otimizada, mantemos o pH sempre o mais próximo possível do pH fisiológico da pele, ou seja, neutro ou levemente ácido (em trono de 7,0 + 0,3) e alcalinidade sempre próxima do limite inferior estabelecido em literatura (80). Adicionalmente, o controle dos parâmetros nestas piscinas deve ser muito mais frequente, a depender do fluxo de pacientes, podendo chegar a aferições de hora em hora ou a cada duas horas.

Enfim, é importante ter em mente que uma piscina terapêutica sempre demanda cuidados especiais e diferenciados em relação ao tratamento da água levando sempre em consideração o número e o tipo de pacientes atendidos, dados que serão diretamente proporcionais à quantidade de contaminantes presentes na água.

Atenciosamente,

Fábio Rodrigues Branco
blog comments powered by Disqus