Please enable JavaScript to view the comments powered by Disqus. blog comments powered by Disqus

Escalas para avaliação na dupla hemiparesia [atualizado]



Primeiramente gostaria de parabenizar a criação do site, pois acredito que desta forma poderemos caminhar para a excelência nos atendimentos em fisioterapia aquática.

Gostaria de saber quais são os instrumentos utilizados para avaliar o controle de tronco e as trocas posturais de pacientes com dupla hemiparesia pós TCE, pois os que tenho conhecimento foram criados apenas para hemiparesia?

Grato,

Carlos A.C.
Fisioterapeuta - Blumenau – SC


Resposta 1: Carlos, parabéns pela pergunta! Nós observamos que pacientes com dupla hemiparesia pós TCE têm muitas variáveis clínicas e, desta forma, ainda não encontramos nenhuma escala validada ou específica para esta clínica, devido à não homogeneidade da mesma para criação de uma escala.

Para avaliar o seu paciente de uma forma eficaz e fidedigna, aconselho a você traçar objetivos funcionais a curto prazo e que farão diferença no dia-dia dele. Utilize itens de outras escalas como Equilíbrio de BERG, POMA - Performance Oriented Assessment, ou mesmo a Escala de Controle de Tronco ou até mesmo outras que encontrar. Sabemos que existem um bom número de escalas validadas para população de AVE, mas os seus sub itens podem ser utilizados de acordo com a necessidade de cada paciente.

Lembrando sempre que devemos seguir um padrão de avaliação e reavaliação.

Atenciosamente,
Alexandre Lara

Resposta 2: Ola Carlos,

Não há nenhum instrumento validado que mensure o controle de tronco em população com dupla hemiparesia pós TCE. O que eu lhe sugiro, ao avaliar o controle de tronco nestes pacientes, seria embasar-se em estudos realizados em indivíduos sadios e com AVE os transpondo para sua prática clínica. Quando falamos em controle de tronco, o almejamos quando temos a intenção de facilitar tarefas no dia a dia do indivíduo que dependam do controle desta parte do corpo. Envolvendo tanto posturas altas como mais baixas.

Existem estudos que avaliaram a diferença de combinações de movimento adotadas por indivíduos ao alcançar objetos, na posição sentada, dentro e fora do comprimento dos braços e em diversas direções. Foi observado também a diferença na velocidade com relação à precisão que a tarefa requeria (quanto mais precisa, menor a velocidade adotada). Sabemos que para realizarmos movimentos com nossos membros superiores, dependemos dos segmentos proximais, precedendo os mais distais, envolvendo tanto ações de alcance já citadas, como de arremesso e golpear.

Sugiro que você observe seus pacientes realizando tais tarefas e observe como o tronco destes indivíduos se comporta e quais os aspectos que não contribuem para o desempenho da tarefa, podendo desta forma nortear mais adequadamente os objetivos específicos que serão traçados. Uma forma de documentar tais achados, tanto para as atividades sentado quanto as trocas posturais, seria através de filmagem, possibilitando uma comparação pré e pós intervenção. Sugiro portanto que você tenha acesso ao seguinte artigo publicado na revista Stroke, disponível em: http://stroke.ahajournals.org/cgi/content/full/28/4/722, também o livro Reabilitação Neurológica, Otimizando o Desempenho Motor das autoras Janet Carr e Roberta Shepherd, editora Mnole, capítulo 6 de alcance e manipulação.

Muito obrigada,

Camila Mottinelli de Souza
blog comments powered by Disqus