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Ataxia e Fisioterapia Aquática Funcional



Os pacientes com ataxia podem se beneficiar com atendimento de fisioterapia aquática funcional , a seguir exemplificaremos um caso.
 
É muito importante avaliar o comprometimento que mais interfere na execução da tarefa a ser adquirida,  mais importante ouvir do paciente qual tarefa seria esta.
 
Freqüentemente ouvimos o relato do desejo de ser mais independente, em quaisquer que sejam as posturas, no caso da ataxia uma das  posturas  a serem trabalhadas para maior independência  é a ortostase.
 
Considerando como objetivo funcional a aquisição da ortostase com maior controle, podemos mudar a rotina do paciente e da família tornando as tarefas diárias mais seguras, evitando quedas ou acidentes mais graves.
 
Para avaliar adequadamente a função a ser adquirida ou aperfeiçoada, sugerimos a aplicação de um teste ou escala, que possa seguir um padrão, para que seja reaplicado da mesma maneira e assim poderemos comparar os resultados.
 
Em decorrência do desequilíbrio estes pacientes apresentam dificuldade em movimentar a cabeça de um lado para o outro sem se desorganizar, diminuindo assim a base e os levando a possíveis quedas.
 
Por este motivo sugerimos aplicação do item 10 da escala de Berg.
(ANNE SHUMWAY-COOK & MARJORIE H. WOOLLACOTT. Controle Motor: Teoria e Aplicações Práticas. 1a ed. Barueri: Manole, 2002, anexo I.)
 
Conduta:

1. Posicionar o paciente com ataxia em um nível de água adequado:
Significa utilizar a sustentação que a água fornecerá, sem deixá-lo em flutuação o que desorganizaria mais sua verticalização.

2. Encorajar o máximo possível o paciente a permanecer em pé sem seu auxílio:
Por insegurança a tendência é que o paciente tente se segurar na borda ou no terapeuta, enquanto o objetivo é que ele utilize estratégias como aumentar a base ou dar um passo para se manter em pé.

3.Exercícios em cadeia cinética fechada, permitem um controle maior do paciente, utilizando os membros superiores apoiados numa prancha ou bastão, por exemplo, assim o terapeuta pode solicitar a mudança do olhar em diversas direções
 
4.  Substituir o apoio por uma bola submersa anteriorizando o centro de gravidade e provocando maior sinergismo.
 
5. Evoluir para cadeia cinética aberta e níveis de água cada vez menores.
Com esta conduta os pacientes podem se sentir mais seguros e menos amparados do que em solo, o que já seria um grande ganho, porém este é só o início, lembrem-se que o objetivo é que ele consiga ficar em pé com segurança para realizar as tarefas de vida diária.

6. Reaplicar o item da escala.
 
7. Analisar os resultados, perguntar ao paciente se houve mudança na rotina e partir para um novo desafio.
 
A disposição,
Vera  Maria Cardoso Leal

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