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Nossa experiência no Congresso Mundial de Fisioterapia

Olá, amigos da Fisioterapia Aquática!

 

Há exatamente um mês retornei de Cingapura, local sede do World Confederation for Physical Therapy Congress (WCPT) 2015, e resolvi compartilhar com vocês a experiência única de participar do Congresso Mundial de Fisioterapia – o maior evento de Fisioterapia do mundo.

 

 

O Congresso inclui em seu programa diversas maneiras de compartilhar conhecimento: simpósios, discussões em “mesa redonda”, seminários, apresentações de trabalhos científicos em formato de pôster (milhares deles) e apresentações orais (mais de 550 apresentações). Por se tratar de um Congresso de Fisioterapia em geral, foram abordados temas referentes a todas as áreas do conhecimento em Fisioterapia. Tive a oportunidade de trocar conhecimento com fisioterapeutas do mundo inteiro, e compartilhar um pouco do nosso trabalho que vem sendo desenvolvido na Fisioterapia Aquática no Brasil.

 

Com relação à nossa área de Reabilitação em Deficiência Física, pude conhecer diversos equipamentos bastante tecnológicos (como cadeiras de roda que facilitam as transferências e novas órteses funcionais) e acompanhar aulas e discussões referentes a Paralisia Cerebral (sendo enfocado principalmente a importância do fortalecimento muscular),

 

 

Amputados (especialmente sobre a fase protética da reabilitação e qualidade de vida relacionada ao tipo de prótese), e Lesões Encefálicas Adquiridas (principalmente temas relacionados à aprendizagem motora). Porém, não foi feita nenhuma referência à Fisioterapia Aquática nestes assuntos... Houve apenas uma discussão sobre a Fisioterapia Aquática, e percebi o quanto estamos à frente quando o assunto é reabilitação neurológica em meio líquido.

 

Dos 558 trabalhos científicos apresentados oralmente, apenas cinco tratavam sobre Fisioterapia Aquática. Destes, dois na área de Ortopedia, um em Reumatologia, um em Geriatria, e apenas um em Neurologia – o nosso!

 

Nossa equipe levou, em forma de apresentação oral, um trabalho desenvolvido no Setor de Fisioterapia Aquática da AACD Central em São Paulo, com o título “Análise eletromiográfica dos músculos tibial anterior e sóleo em pacientes hemiparéticos no ambiente aquático e terrestre”. Tratou-se de um estudo transversal com o objetivo de comparar a ativação muscular de indivíduos hígidos com indivíduos hemiparéticos tanto dentro quanto fora da água. Os resultados foram muito interessantes! Assim que a publicação em revista científica for finalizada, avisarei aqui em nosso site.

 


 

O trabalho foi muito bem aceito e elogiado, e pessoas que vieram conversar comigo após a apresentação demonstraram grande interesse no tema de reabilitação de pacientes com lesão encefálica no ambiente aquático. Qual não foi minha surpresa ao observar fisioterapeutas de países desenvolvidos como Estados Unidos e Japão ficando impressionados com o fato de realmente reabilitarmos estes pacientes em piscina como parte da rotina da reabilitação em equipe interdisciplinar. Então, entendi por que, de todo o Congresso Mundial, apenas nós levamos um trabalho com este tema. Vejam o tamanho de nossa responsabilidade: temos o dever de aumentar a visibilidade da Fisioterapia Aquática por meio de novos estudos na área!

 

 

E para fechar com chave de ouro o WCPT 2015, dentre todas as apresentações, nosso trabalho ganhou o prêmio de um dos dois melhores trabalhos científicos da América do Sul! Demonstrando que a Fisioterapia Aquática Funcional vem sendo reconhecida também no meio científico, e que estamos conquistando nosso espaço, contrariando o histórico de escassez de pesquisas em hidroterapia em geral.

 

Que este prêmio sirva de inspiração a todos os profissionais da área a se aperfeiçoarem no campo da pesquisa e realizarem mais estudos em Fisioterapia Aquática, para que possamos divulgar e engrandecer nosso trabalho!

 

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